Posts Tagged ‘Manhattan’

Sex And The City (Sex and the City, 2008)

fevereiro 23, 2009

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Por Alessandra Marcondes

Antes de mais nada, um aviso: os trechos a seguir foram escritos por uma fã ensandecida da série (que ficou, aliás, ligeiramente nervosa com a quantidade de críticas negativas que leu por aí).
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O título Sex and the City em rosa piscante sugere que o espectador vá encontrar algo parecido com um pornô feminino, de mulheres vivendo aventuras sórdidas e picantes. O que os leigos não sabem é que a protagonista Carrie (Sarah Jessica Parker) desmente esse rótulo ao longo de 6 temporadas quando diz que sua coluna de jornal trata sobre AMOR, e sexo é apenas um (importante) complemento. Por mais que o longa dedique seus primeiros minutos a ambientar os não-fãs – que foram parar na sessão porque o ingresso para Homem de Ferro estava esgotado, ou porque a namorada obrigou -, é impossível entender o que o filme pretende sem acompanhar o seriado. Aqui fica então a minha dica: se não conhece, não assista, e páre de falar mal por aí se não sabe nem do que está falando! {Quem disse que jornalismo é imparcial?!}.
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O filme se consagrou como uma continuação feliz, pois o final da série deixa o espectador querendo muuuito mais: a história de Carrie e Big (Chris Noth) finalmente dá certo, mesmo, jura? Qual é a cara da criança chinesa que Charlotte (Kristin Davis) adota? Miranda (Cynthia Nixon) e Samantha (Kim Cattrall) deixaram de lado sua imagem de mulheres independentes para ceder aos relacionamentos estáveis? É fato que o ritmo do longa é bastante diferente das primeiras temporadas vistas na TV, mas ninguém gostaria de assistir, por dez anos, a história de mulheres imutáveis que terminam a saga do mesmo jeito que começaram.

Assim como na vida real, na casa dos 40/50 as personagens diminuem o ritmo das relações sem compromisso para finalmente encontrarem o amor. Tá, ficou conto de fadas demais para o meu gosto. Os obstáculos dramáticos, que estão bem próximos da vida da maioria das mulheres reais (que se indentificam com a série exatamente por seu caráter verdade-nua-e-crua) não deixam que o filme tenha um final feliz tão facilmente.

De qualquer forma, tudo é uma delícia: me senti encontrando velhas amigas das quais não tinha notícias faz tempo. A trilha sonora está aprovada por completo, especialmente as variantes para a famosa música de abertura dos episódios. O figurino, mesmo criticado pela estilista mal-agradecida Vivienne Westwood (foi a mais homenageada na trama), salta aos olhos de qualquer mocinha com uma queda para a moda. Como se não bastasse, Jennifer Hudson (vencedora do Oscar por Dreamgirls) incrementa o elenco, interpretando Louise, assistente de Carrie.

Permanece a sensibilidade tão bem elaborada, o humor cínico, a força feminina… e a impressão de estar assistindo de uma só vez uma temporada inteira e totalmente nova (o filme tem quase duas horas e meia de duração). Para quem nos acha um bando de mulherzinhas fúteis, aaaah, meu bem: você não sabe como é difícil ser mulher, muito menos o prazer que sentimos na combinação roupas-amigas-namorado, sem ter vergonha de ser feliz.
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Dizem que nada dura pra sempre
Sonhos mudam, tendências vêm e vão…
Mas as amizades nunca saem de moda.

Direção: Michael Patrick King
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 148 minutos
Elenco: Sarah Jessica Parker, Kristin Davis, Kim Cattrall, Cynthia Nixon, Jason Lewis, David Eigenberg, Chris Noth, Evan Handler e Kennifer Hudson.

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Eu Sou a Lenda (I Am Legend, 2007)

fevereiro 23, 2009

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Por Roberto Camargo

Will Smith é o maior astro do mundo. Acompanho seu trabalho desde a série The Fresh Prince of Bel-Air, Um Maluco no Pedaço aqui no Brasil. Crescer junto com sua meteórica carreira foi um privilégio, uma vez que pude acompanhar grandes sucessos, como Independence Day, a série Bad Boys e Inimigo do Estado. Apesar de enfileirar ótimos títulos, Eu Sou a Lenda não está na lista das melhores películas do ator.

O enredo nos traz uma Nova York modificada, uma selva de asfalto, prédios e plantas. Esse retrato passa-se três anos após a descoberta da cura do câncer. A suposta cura acabou virando uma epidemia que matou a grande maioria da humanidade. Os poucos que sobreviveram sofreram algum tipo de mutação que faz com que tenham aversão ao sol, sintam gosto pela carne humana e ganhem mais força e agilidade. Ou seja, para nossa civilização ocidental, transformaram-se em vampiros (embora tenham aparência de zumbis).
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Robert Neville (Will Smith) é imune a esse vírus e incorpora o papel do último homem na face da terra. No meio da história podemos ver flashes sobre sua vida logo antes do surto. Instantes antes de isolarem a cidade. Pouco antes de se separar de sua família, para nunca mais vê-los.
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A refilmagem do clássico dirigida por Francis Lawrence tropeça em sua proposta de mostrar a solidão do protagonista, transformando essa solidão em um marasmo para o espectador. Não posso tirar seus méritos por mostrar precisamente a loucura de um solitário ou a inércia de um mundo sem pessoas para interagirem, mas um filme inteiro no formato de monólogo não é o que se pode chamar de atraente. Exceção para a interpretação de Smith, que consegue, só em cena, arrancar risos ou causar drama a quem o está assistindo.

Destaque também para a “interpretação” da fiel escudeira de Neville, a cadela Sam. Uma curiosidade para nós brasileiros é a participação da atriz verde e amarela Alice Braga (Cidade de Deus, Cidade Baixa). O que ela faz ou deixa de fazer, quem é ou o que é, isso não me convém contar. Fica aqui o convite para você assistir.
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Mas se quiser entretenimento bom de verdade, recomendo-lhes Hancock, que sairá agora em julho e conta também com todo o talento de Will, além do roteiro de super-herói mais original de todos os tempos.
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Direção: Francis Lawrence
Gênero: Suspense
Duração: 101 minutos
Elenco: Will Smith, Alice Braga, Thomas J.Pilutik, Salli Richardson e Charlie Tahan.