Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte I (Harry Potter and The Deathly Hallows: Part 1, 2010)

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Por Bruno Pongas

Harry Potter perdeu toda a magia de Hogwarts e também sua infantilidade. A tradicional escola de bruxos sequer aparece no sétimo filme da franquia. As mágicas, no entanto, continuam lá, mais sombrias do que nunca, seguindo a linha de Harry Potter e o Enigma do Príncipe.

O fato é que Harry Potter deixou de ser um filme para crianças e adolescentes e se tornou uma obra para gente grande. Jovens atores, como Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, cresceram e agora atuam como adultos.

Adultos esses que enriquecem e muito a trama. David Thewlis, Timothy Spall, Ralph Fiennes, Jason Isaacs, Imelda Staunton e, sobretudo, Helena Bonham Carter e Alan Rickman, colorem o filme de maneira especial. Cada um encanta à sua maneira. O sadismo de Bellatrix Lestrange é incomparável, assim como a frieza de Severus Snape e o medo de Lucius Malfoy.

A trama sombria ainda dá espaço para momentos lúdicos, como a dança de Harry e Hermione, e tristes, como a morte do elfo Dobby – de longe uma das cenas mais bonitas da série. Em meio a tristezas e alegrias, destaque para os cenários e paisagens caprichados. Belos rios, montanhas, florestas – um show à parte.

O roteiro de Steve Kloves é um dos pontos fortes do longa. Kloves vai muito bem ao adaptar apenas metade do sétimo livro. Ele é fiel à obra original na medida do possível e corrige alguns erros do filme anterior, como a falta de momentos tensos, por exemplo. Aqui, temos suspense de sobra e até alguns sustos que podem pegar desprevenidos os espectadores menos avisados.

Steve Kloves também soube dar um ponto final à trama na hora certa. É claro que fica aquele gostinho de “quero mais”, mas o momento escolhido para encerrar o filme foi perfeito. Além disso, ele acertou ao evitar introduzir a história para aqueles que nunca assistiram Harry Potter antes. No auge do sétimo capítulo, era de se esperar que todos já conhecessem o mínimo sobre o bruxo mais famoso dos cinemas.

Como toda película, Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 também tem seus defeitos, ambos na parte de relacionamentos. No livro, nunca ficou em aberto um suposto clima entre Harry e Hermione, algo descaradamente explícito no filme. Esperava também que Gina Weasley ganhasse um pouco mais de destaque, já que foi bastante explorada durante o Enigma do Príncipe.

Defeitos à parte, Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 é muito eficiente em sua proposta: entreter e deixar o espectador ansioso para o capítulo final da saga, que chegará às telonas cercado de expectativas. Uma pena que a segunda metade demore tanto tempo para entrar em cartaz. A data de lançamento está marcada para julho de 2011.

Minha Nota: 9,0

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2 Respostas to “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte I (Harry Potter and The Deathly Hallows: Part 1, 2010)”

  1. fabiana Says:

    Taí uma franquia que eu não engoli.

  2. Iracelly Says:

    Perfeito,faço de suas as minhas palavras.

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