ESPECIAL HP: Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Sorcerer’s Stone, 2001)

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Por Bruno Pongas

O início da era Harry Potter foi em 2001. Naquela época, já sabiamos que cada livro teria seu respectivo filme, o que nos livra daquela ideia de longas feitos com o único objetivo de ganhar mais e mais dinheiro (sobram exemplos nesse caso). A história do bruxinho, que teve os pais assassinados e foi deixado na casa dos tios (trouxas), é contada nesse primeiro capítulo de forma bem completa e interessante, embora também tenha seus erros – o que é normal, já que adaptar um livro como esses, adorado por milhares de pessoas, nunca será das tarefas mais fáceis.

Steve Kloves, roteirista da série, faz um primeiro trabalho com bastante competência. O principal aspecto, ao meu ver, foi se apegar completamente à história original. Assim, Kloves consegue agradar tanto aos aficionados que reclamam das partes cortadas quanto os que nunca sequer ouviram falar do bruxinho mais famoso do mundo – que têm a chance de se interar sobre os principais eventos da trama. O que ajuda os iniciantes é o tamanho do longa; quase duas horas e quarenta foram mais do que suficientes para explicar muita coisa, embora passagens importantes mereciam um maior aprofundamento: “Quem é especificamente Lord Voldemort?”, “E aquele dragão do Hagrid, o Norberto?”. Alguns desses detalhes ganham novas perspectivas nos próximos episódios, mas é possível que os marinheiros de primeira viajem fiquem ligeiramente confusos.

Para os já calejados fans da série, vale a pena se deliciar com os diálogos – alguns deles idênticos aos do livro (“cabelos ruivos, vestes de segunda mão… você deve ser um Weasley”). No entanto, se o roteiro merece aplausos por ser fiel à obra literal, é difícil dizer o mesmo do diretor Chris Columbus. Alguns cortes excessivamente rápidos prejudicam o andamento da trama, que é mal dirigida em muitas passagens e no final pouco emociona. A batalha de xadrez vencida por Ron Weasley tinha tudo para ser a mais bonita, rica e divertida, mas sob a tutela de Columbus se tornou apenas uma cena legal. O mesmo podemos dizer do encontro entre Harry Potter e o Lorde das Trevas, que era para ser empolgante, aterrador; no entanto, é monótono, chato.

Se Harry Potter e a Pedra Filosofal fica devendo em alguma coisa (e fica!), a culpa passa longe de ser dos garotos. Ainda jovens (vide foto), nem adolescentes, meros meninos recém-saídos da infância, eles fazem um trabalho muito interessante. Longe de ser admirável, é verdade, pois nessa época ainda tinham muito o que aprender, mas bem  determinados e carismáticos. Emma Watson consegue fazer uma Hermione Granger perfeita: transmite toda sua chatice e convencimento do primeiro episódio com propriedade. Daniel Radcliffe e Rupert Grint, por sua vez, também demonstram talento, nada de mais, mas promissor. No primeiro filme ainda vemos que Alan Rickman cai como luva na personagem do enigmático Severo Snape – pra mim o melhor da série!

Harry Potter e a Pedra Filosofal tem ótimos momentos, contudo, nada merecedor de grandes ressalvas. O clima, que nos episódios posteriores é mais sombrio e adulto, aqui ainda é infantil, direcionado mais para os jovens do que propriamente para os mais velhos. O figurino é belíssimo, assim como em toda a série, além de uma trilha sonora que embala o longa de maneira muito gostosa. Os efeitos especiais têm ótima qualidade, justificando a quantia milionária investida. Por fim, A Pedra Filosofal é um excelente início na saga do bruxinho Harry Potter; tem seus erros, como já era de se esperar, mas no final, seu saldo é positivo: agrada aos fans mais experientes e também aos que querem se iniciar nesse maravilhoso mundo de fantasia.

Minha Nota: 7.0

Direção: Chris Columbus
Gênero: Aventura/Drama/Suspense
Duração: 152 minutos
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Tom Felton, Richard Harris, Maggie Smith, Robbie Coltrane, Alan Rickman, John Hurt, Fiona Shaw, Richard Griffiths, Harry Melling, Ian Hart, Warwick Davis e Julie Walters.

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2 Respostas to “ESPECIAL HP: Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Sorcerer’s Stone, 2001)”

  1. Alex Gonçalves Says:

    Engraçado que antes de ver algum filme da série eu sempre estava com aquele estranho pressentimento de que “Harry Potter” era ruim. Mas foi até surpreendente quando vi “A Pedra Filosofal”, talvez há uns cinco anos atrás. Nunca li aos livros, mas até que achei o filme legal. Muitos se queixam da direção do Chris Columbus, mas acredito que ele encontrou o tom adequado para comandar essa primeira de Harry Potter. E também gosto muito de Alan Rickman. Para mim, ele foi uma das únicas coisas positivas de “O Enigma do Príncipe”, ao qual achei péssimo.

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