O Ultimato Bourne (Bourne Ultimatum, The, 2007)

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Por Bruno Pongas

A trilogia Bourne se encerra (?) em grande estilo. Com três Oscars na bagagem (Melhor Montagem, Melhor Som e Melhor Edição de Som) e com mais uma excelente atuação de Matt Damon (Os Infiltrados), O Ultimato Bourne foge do esteriótipo das sequências que, na maioria das vezes, são feitas apenas para ganhar dinheiro, mas carecem de qualidade. A nova trama vivida por Jason Bourne (Matt Damon) não pára um minuto sequer, é ação do começo ao fim.
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Para quem não viu os outros dois filmes da trilogia, faço uma pequena introdução ao leitor: Bourne foi encontrado por pescadores franceses, completamente debilitado e sem memória. Sem descanso, ele viaja de país em país na tentativa de descobrir sua real identidade. Entretanto, nessa busca incessante, ele é perseguido por agentes especiais altamente treinados já que a descoberta de quem realmente é Jason Bourne prejudicaria muita gente.
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Nessas idas e vindas, o personagem principal passa por muitas adversidades; inclusive chega perto da morte em vários momentos. Isso faz de Bourne uma espécie de super-herói humanizado, pois ele também se machuca, sofre, sangra (e não é pouco) e tem suas crises existenciais, ou seja, é um personagem completamente humano. O que o diferencia das outras pessoas é que ele foi alvo de um programa que transformava seres humanos normais em ‘máquinas’. Desta maneira, suas habilidades com lutas e armas são bastante aguçadas, além de possuir uma inteligência fora do comum, o que sem dúvida é essêncial para mantê-lo vivo.
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No capítulo final da trilogia, Bourne está mais uma vez atrás de pistas que revelam quem ele é. A história começa com um jornalista britânico, que publica uma reportagem no jornal apresentando alguns detalhes de uma operação chamada de ‘Blackbiar’. A publicação no periódico chama a atenção dos agentes da inteligência norte-americana, que vêem o jornalista como uma ameaça, e também de Jason Bourne, que vê no rapaz uma maneira de descobrir novas informações referentes ao seu passado.

Diferentemente dos outros dois capítulos, desta vez, parece que o personagem sofre menos do que antes. Os conflitos consigo continuam mais vivos do que nunca, só que quando o assunto é ação, ele passa pelas mesmas situações de risco (até piores), e sai apenas com algumas escoriações, coisa que não ocorria antes; ele se arrebentava inteiro. É claro que isso não tira a realidade do filme, muito pelo contrário, Damon consegue fazer de Jason Bourne um personagem altamente real e carismático. Sem dúvida há algumas cenas forçadas, algo que parece inevitável no cinema Hollywoodiano, todavia, O Ultimato Bourne se sai melhor que os outros nesse quesito.

É um ótimo filme, tão bom ou melhor que os anteriores. A atuação de Matt Damon continua brilhante, o que prova que ele é um dos melhores atores da nova geração de Hollywood. Trocado em miúdos, a trilogia Bourne aparentemente se encerra com chave de ouro. Ponto para Paul Greengrass, diretor do filme.

Minha Nota: 8.0

Direção: Paul Greengrass
Gênero: Ação
Duração: 111 minutos
Elenco: Matt Damon, Paddy Considine, Joan Allen, Edgar Ramirez, Julia Stiles, David Strathairn.

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Uma resposta to “O Ultimato Bourne (Bourne Ultimatum, The, 2007)”

  1. Roberto Camargo Says:

    Ótima crítica, apenas aumentaria a nota para 9!
    Um filme de ação em sua essência, não consegui piscar o olho um instante sequer. A trama é bem amarrada e responde às questões que nortearam a odisseia de Bourne. O melhor filme dos três, sem sombra de dúvidas.

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